Relatório Macbride: Releitura à luz de ameaças ao direito à comunicação nas plataformas digitais.: MacBride report: re-reading in light of threats to the right to communication on digital platforms

Ámbitos. Revista Internacional de Comunicación

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Title Relatório Macbride: Releitura à luz de ameaças ao direito à comunicação nas plataformas digitais.: MacBride report: re-reading in light of threats to the right to communication on digital platforms
RELATÓRIO MACBRIDE: RELEITURA À LUZ DE AMEAÇAS AO DIREITO À COMUNICAÇÃO NAS PLATAFORMAS DIGITAIS: MacBride report: re-reading in light of threats to the right to communication on digital platforms
 
Creator Santos Silva, Lilian Bartira
Azevedo de Aragão, Carla
De Luca Pretto, Nelson
 
Subject Direito à comunicação
UNESCO
Plataformas
Algoritmos
Dataficação
 
Description Com os ambientes de redes digitais, as possibilidades de interação e participação ampliaram-se expressivamente, inaugurando um deslocamento significativo e descentralizado de produção e publicização de narrativas. A promessa de horizontalização faz emergir a abertura dos canais de comunicação pari passu à idealização de um contraponto narrativo frente a centralização das veiculações midiáticas tradicionais, ou seja, um prenúncio à promoção do direito humano à comunicação. No entanto, a internet, que nasce sob a proposta de arquitetura aberta, logo é sobrepujada por conglomerados empresariais. Ao apropriar-se das redes digitais,
a política capitalista proprietária complexifica o cenário, nos colocando diante de uma indagação: estaríamos perdendo as possibilidades de democratização da comunicação nos espaços digitais? Diante disso, este trabalho problematiza as (im)possibilidades de promoção do direito à comunicação nas plataformas digitais. A discussão teórica revisita o Relatório MacBride, elaborado há 40 anos pela UNESCO, que propõe a redução de influências comerciais na organização das comunicações, defende as políticas nacionais de comunicação e ratifica a comunicação como um direito humano, apontando seus prognósticos acerca dos impactos da tecnologia e seus reveses em países considerados subdesenvolvidos, demarcando congruências com teorias da comunicação desenvolvidas por autores latino-americanos expoentes no debate do direito humano à comunicação: Bordenave (1989), Freire (2005), Peruzzo (2005) e Marques de Melo (2008) e estudiosos da sociologia digital, dentre eles, Lupton (2015), Selwyn (2019), Morozov (2018) e Silveira (2019).
Com os ambientes de redes digitais, as possibilidades de interação e participação ampliaram-se expressivamente, inaugurando um deslocamento significativo e descentralizado de produção e publicização de narrativas. A promessa de horizontalização faz emergir a abertura dos canais de comunicação pari passu à idealização de um contraponto narrativo frente a centralização das veiculações midiáticas tradicionais, ou seja, um prenúncio à promoção do direito humano à comunicação. No entanto, a internet, que nasce sob a proposta de arquitetura aberta, logo é sobrepujada por conglomerados empresariais. Ao apropriar-se das redes digitais, a política capitalista proprietária complexifica o cenário, nos colocando diante de uma indagação: estaríamos perdendo as possibilidades de democratização da comunicação nos espaços digitais? Diante disso, este trabalho problematiza as (im)possibilidades de promoção do direito à comunicação nas plataformas digitais. A discussão teórica revisita o Relatório MacBride, elaborado há 40 anos pela UNESCO, que propõe a redução de influências comerciais na organização das comunicações, defende as políticas nacionais de comunicação e ratifica a comunicação como um direito humano, apontando seus prognósticos acerca dos impactos da tecnologia e seus reveses em países considerados subdesenvolvidos, demarcando congruências com teorias da comunicação desenvolvidas por autores latino-americanos expoentes no debate do direito humano à comunicação: Bordenave (1989), Freire (2005), Peruzzo (2005) e Marques de Melo (2008) e estudiosos da sociologia digital, dentre eles, Lupton (2015), Selwyn (2019), Morozov (2018) e Silveira (2019).
 
Publisher Editorial Universidad de Sevilla (España)
 
Date 2021-01-14
 
Type info:eu-repo/semantics/article
info:eu-repo/semantics/publishedVersion
 
Format application/pdf
 
Identifier https://revistascientificas.us.es/index.php/Ambitos/article/view/11974
10.12795/Ambitos.2021.i51.07
 
Source Ámbitos. Revista Internacional de Comunicación; Núm. 51 (2021): Edición Invierno; 98-115
1988-5733
1139-1979
 
Language spa
 
Relation https://revistascientificas.us.es/index.php/Ambitos/article/view/11974/13121
 
Rights Derechos de autor 2021 Ámbitos. Revista Internacional de Comunicación
 

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