An ecolinguistic perspective on the discourse of the Corona Virus

Ecolinguística: Revista brasileira de ecologia e linguagem

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Field Value
 
Title An ecolinguistic perspective on the discourse of the Corona Virus
 
Creator Richard J. Alexander
 
Subject Discurso; pandemia; governo; lockdown; povo; metáforas.
Discouro; pandemic; government; lockdown; people; metaphors.
 
Description Taking an ecolinguistic approach the paper analyzes how the corona virus pandemic has changed our lives and how people are talking and discoursing around the globe. The pronouncements of politicians and governments changed very quickly to accommodate to the new state of affairs. Employing strong language governments made their populations stay at home, to keep ‘social distance’, to prevent the spread of the disease. Very rapidly ‘medical’ talk of illness and death entered the public domain and was used by politicians. Medical experts like virologists and epidemiologists accompanied politicians on the media showing graphs and curves to explain what was happening.Speakers used dramatic metaphors. There were war metaphors, and also disaster metaphors, like floods and tides, a house on fire to characterize how observers viewed what was happening. People constantly mentioned numbers and figures. Everyday discourse patterns were packed with medical and epidemiological terms and phrases. The pandemic discourse resembles Gramsci’s idea of ‘hegemony’. The dominating power of the pandemic has made us all party to this new hegemony. Daily news conferences about the pandemic filled the media and TV. Such a crisis is a favourable time for ‘good’ journalism, especially investigative work. Governments justify their actions by claiming to follow the advice of scientific experts. The tendency for academics to put themselves at the service of government is a well-known phenomenon, a form of linguistic co-opting.Governments everywhere pitched economic orthodoxy to the winds. With talk about easing the lockdown the discourse began to change. German Chancellor Angela Merkel warned that Germany risked damaging its recent achievements in subduing the spread of Covid-19. The pandemic is an idea that exists in our social discourse and we talk about a phenomenon that actually exists as an external physical reality. The texture of everyday life and society feels unstable. So does the human position in the world. With the advance of globalization the risk of infectious diseases spreads. Some people see pandemics as blips rather than an integral part of history. They like to believe that humans are no longer part of the natural world and can create an autonomous ecosystem, separate from the rest of the biosphere. Engels’ comment on humanity’s hubris and expecting humans can conquer nature can serve as a cautionary tale. In ecological terms we need a non-hierarchical acceptance of all species, including humans as co-inhabitants of the natural world. This will not be easy.
Partindo de uma abordagem ecolinguística o artigo analisa as mudanças em nossas vidas causadas pela pandemia do coronavirus e como as pessoas estão falando do assunto pelo mundo afora. As falas dos políticos e do governo mudaram muito rapidamente para se acomodarem à nova situação. Usando uma linguagem forte, os governos mandaram seus governados ficarem em casa e manter ‘distância social’, para prevenir a disseminação da doença. Com muita rapidez, falas ‘médicas’ sobre o mal e a doença passaram a fazer parte do domínio público e foram usadas por politicos. Especialistas médicos como virologistas e epidemiologistas acompanharam políticos nos meios de comunicação mostrando gráficos e curvas para explicar o que estava se passando.As falas incluíam metáforas dramáticas, como metáforas de guerra e de desastres, tais como inundações, vagalhões e casas em chamas para caracterizar o modo como observadores viam o que estava acontecendo. Frequentemente mencionavam-se números e imagens. A todo dia os discursos eram recheados de frases e termos médicos e epidemiológicos. O discurso da pandemia parece com a ‘hegemonia’ de Gramsci. A força dominadora da pandemia fez de todos nós parte dessa nova hegemonia. Encontros diários sobre a pandemia enchiam a mídia e a TV. Uma crise como esta representa um tempo favorável para o ‘bom’ jornalismo, especialmente de natureza investigativa. Os governos justificam suas ações alegando que estavam seguindo os conselhos de especialistas científicos. A tendência dos acadêmicos de se colocarem à disposição do governo é um fenômeno bem conhecido, uma forma de cooptação linguística.Governos de todos os matizes deixaram a ortodoxia de lado. Falando de modo a favorecer o lockdown começaram a mudar de discurso. A chanceler alemã Angela Merkel advertiu que a Alemanha corria o risco prejudicar os ganhos obtidos para domar a proliferação da covid-19. A pandemia é uma ideia que existe em nosso discurso social e no que dizemos sobre um fenômeno realmente existente como realidade física externa. A tessitura da vida quotidiana e da sociedade parece instável, como acontece com a posição dos humanos no mundo. Com os avanços da globalização o risco de doenças infecciosas se espalha. Algumas pessoas veem a pendamia como um pontinho na tela, não como uma parte integrante da história. Elas gostam de acreditar que os humanos não são mais parte do mundo natural e podem criar um ecossistema autônomo, separado do resto da biosfera. O comentário de Engels sobre a arrogância humana de achar que pode conquistar a natureza pode servir como uma exemplo de advertência. Em termos ecológicos precisamos aceitar de modo não hierárquico todas as espécies, inclusive os humanos como co-habitantes do mundo natural. Isso não será fácil.
 
Publisher Programa de Pós-Graduação em Linguística (UnB-PPGL)
 
Date 2020-12-19
 
Type info:eu-repo/semantics/article
info:eu-repo/semantics/publishedVersion
 
Format application/pdf
 
Identifier https://periodicos.unb.br/index.php/erbel/article/view/35672
 
Source Ecolinguística: Revista brasileira de ecologia e linguagem (ECO-REBEL); Vol. 6 No. 4 (2020); 19-37
Ecolinguística: Revista brasileira de ecologia e linguagem (ECO-REBEL); v. 6 n. 4 (2020); 19-37
2447-7052
 
Language por
 
Relation https://periodicos.unb.br/index.php/erbel/article/view/35672/28323
 
Rights Copyright (c) 2020 Ecolinguística: Revista brasileira de ecologia e linguagem (ECO-REBEL)
http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0
 

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