Why we needed a third Dutch translation of Ulysses

Scientia Traductionis

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Title Why we needed a third Dutch translation of Ulysses
 
Creator Jan Henkes, Robbert-
Bindervoet, Erik
 
Subject Estudos da Tradução; História da Tradução
Alusões; Estudos da Tradução Comparados; Rimas; Prática de Tradução; Ulysses
 
Description Em 2012 publicamos Ulixes, nossa tradução do Ulysses de James Joyce. Neste artigo, leve, pródigo e procurador de defeitos, nos detemos sobre seus dois predecessores holandeses, Vandenbergh (1969) e Cleas & Nys (1994), e explicamos por que uma nova tradução se mostrava muito necessária. A principal objeção àquelas diz respeito ao tom e à música. Ulysses, “um gobelino a representar o mundo em um dia” foi, por meio das palavras das traduções holandesas, “tornado um capacho com a mensagem ‘bem-vindo’”. Faltam a riqueza e a unicidade não-negociável do estilo joyceano. Ambas as traduções foram, em grande medida, niveladas por baixo e tornadas pálidas e menos exigentes intelectualmente. Elas podem ser holandesas, mas não são joyceanas. Em 1969, Vandenbergh desbravou um livro ainda muito pouco compreendido e sua tradução, ainda que tendente a erros e de uma prosa hesitante, captura, em seu entusiasmo, o exploratório processo de leitura melhor do que seus sucessores, Claes and Nys, que, com muita frequência, escolheram os equivalentes holandeses mais simples que puderam encontrar, até mesmo para as palavras ulisseanas mais incomuns. Nos dois casos o resultado é desastroso para uma apreciação correta do livro. Através de uma série de exemplos tirados do episódio Sirens, e de uma nova visita à famosa passagem do “Sanduíche” (ver Scientia Traductionis, n.8, 2010), colocamos o dedo na ferida, como diz o ditado holandês. Discutimos a dificuldade de se traduzir trocadilhos, rimas, alusões, e, de passagem, formulamos alguns critérios gerais que (qualquer) tradução do Ulysses deve cumprir.-ABSTRACTIn 2012, we published Ulixes, our translation of James Joyce’ Ulysses. In this lighthearted, nitpicking, unsparing article we take a closer look at their two Dutch predecessors, Vandenbergh (1969) and Cleas & Nys (1994), and explain why a new translation was badly needed. The main objection is one of tone and music. Ulysses, ‘a gobelin depicting the world in a day’ was, in their words, ‘made into a doormat with the message “welcome”’ in the previous Dutch translations. Lacking is the richness, the uncompromising unicity of the Joycean style. Both translations flatten and dumb and dim down to a large extent. They may be Dutch, but they are not Joycean. Vandenbergh in 1969 pioneered his way through a still hardly understood book, and his translation, while prone to errors and halting prose, in its enthousiasm captures the explorative reading process better than his followers do, Claes and Nys, who more often than not choose the most simple Dutch equivalent they can find for even the uncommonest Ulyssean words. In both cases the result is disastrous for a right appreciation of the book.  In a series of examples, taken from the Sirens episode, and from a renewed visit of the famous ‘Sandwich’ passage (see Scientia Traductionis n.8, 2010), we put the finger on the hurtful spot, as the Dutch saying goes. We discuss the difficulty of translating puns, rhymes, allusions and in passing formulate some general criteria to which a (any) translation of Ulysses should comply.Keywords: Allusions; Comparative Translation Studies; Rhymes; Translation Practice; Ulysses.
 
Publisher Universidade Federal de Santa Catarina
 
Contributor
 
Date 2012-12-28
 
Type info:eu-repo/semantics/article
info:eu-repo/semantics/publishedVersion

 
Format application/pdf
 
Identifier https://periodicos.ufsc.br/index.php/scientia/article/view/1980-4237.2012n12p72
10.5007/1980-4237.2012n12p72
 
Source Scientia Traductionis; n. 12 (2012): James Joyce & Tradução II; 72-87
1980-4237
 
Language por
 
Relation https://periodicos.ufsc.br/index.php/scientia/article/view/1980-4237.2012n12p72/23806
 

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