“So what?” Life government and death production during the pandemics in Brazil

O que nos faz pensar: cadernos do Departamento de Filosofia da PUC-Rio

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Title “So what?” Life government and death production during the pandemics in Brazil
“E daí?” Governo da vida e produção da morte durante a pandemia no Brasil
 
Creator Duarte, André
 
Description The text interrogates the relations between life and death in the Brazilian politics, departing from the idea that the main philosophical task is to think the present, i.e, the effects of the pandemics in the country. I propose the hypothesis that the arrival of the coronavirus pandemics to Brazil has not only rendered explicit a set of different power technologies already put in action in the country, but also made evident a certain shift in the way biopolitics, neoliberalism and necropolitics articulate themselves among us. With the advent of the pandemics, biopolitical and neoliberal technologies did not disappear but were encumbered by necropolitics, which assumed prevalence under the motto of making to die and letting to die, which seems to inspire the Brazilian government’s actions and omissions. The shift towards necropolitics in Brazil is best revealed by the infamous expression according to which the Brazilian president has indistinctively referred to all those who have died from the new virus: “So what?” Finally, I argue that the Arendtian notion about the totalitarian ideology is of importance to explain the phenomenon of political fanaticism in the country.
O artigo interroga o modo como se estabelecem as relações entre vida e morte na política brasileira, a partir da ideia de que cabe à filosofia pensar o presente, isto é, os efeitos da pandemia no Brasil. Proponho a hipótese de que a chegada da pandemia do novo coronavírus ao país não apenas explicitou um conjunto de diferentes tecnologias de poder que já se encontravam em exercício no Brasil, bem como evidenciou deslocamentos no modo como biopolítica, neoliberalismo e necropolítica se encontravam articulados entre nós. Com o advento da pandemia, as tecnologias biopolíticas e neoliberais não desapareceram, mas foram recobertas pela necropolítica, que passou a assumir predominância a partir das ações e omissões do governo brasileiro, orientadas pelo lema do fazer morrer e deixar morrer. Essa guinada rumo à necropolítica se deixa manifestar na infame expressão desdenhosa com que o presidente brasileiro se referiu aos mortos pela pandemia: “E daí?” Finalmente, argumento que a noção arendtiana acerca da ideologia totalitária pode esclarecer aspectos importantes sobre o fenômeno do fanatismo político no país.
 
Publisher Departamento de Filosofia da PUC-Rio
 
Date 2020-07-15
 
Type info:eu-repo/semantics/article
info:eu-repo/semantics/publishedVersion
Peer-reviewed Article
text
Avaliado pelos pares
texto
 
Format application/pdf
 
Identifier http://www.oquenosfazpensar.fil.puc-rio.br/index.php/oqnfp/article/view/736
10.32334/oqnfp.2020n46a736
 
Source O que nos faz pensar; v. 29 n. 46 (2020): O que nos faz pensar a pandemia; 74-109
O que nos faz pensar; v. 29 n. 46 (2020): O que nos faz pensar a pandemia; 74-109
0104-6675
 
Language por
 
Relation http://www.oquenosfazpensar.fil.puc-rio.br/index.php/oqnfp/article/view/736/635
 

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