Exclusão do sujeito negro e a negação de raça na produção acadêmica em Relações Internacionais no Brasil

Monções: Revista de Relações Internacionais da UFGD

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Title Exclusão do sujeito negro e a negação de raça na produção acadêmica em Relações Internacionais no Brasil
The exclusion of the black subject and the negation of race in the academic production in International Relations in Brazil
 
Creator Oliveira, Ananda Vilela da Silva
 
Subject Exclusão do negro. Produção de conhecimento. Teoria das Relações Internacionais.
Black exclusion; knowledge production; Theory of International Relations.
 
Description Um sistema político forjado na lógica da branquitude e o racismo à brasileira impõem classificações de superioridade e inferioridade nas hierarquias sociais. Com isso, sujeitos negros, definidos a partir de discursos científicos racistas são supostamente irracionais e desprovidos de inteligência, enquanto sujeitos brancos colhem os privilégios adquiridos por meio da exploração indébita da mão de obra escravizada. Pensar a disciplina de Relações Internacionais no Brasil é entender que esse contexto de exploração, apropriação e extermínio da população negra no país permeiam os debates acerca do internacional neste campo do saber, mesmo que silenciados por mecanismos de exclusão de produção de conhecimento na ciência moderna. Sob esta égide, este artigo busca entender como a categoria raça, e o contexto racial no Brasil atravessam a construção do campo das RI no país. Na intenção de expandir os debates historiográficos acerca da institucionalização de cursos de pós-graduação em RI no Brasil, faz-se uso de uma abordagem decolonial em perspectiva afrodiaspórica. Para tal, empreende-se um levantamento bibliográfico sobre RI no país, tangenciando categorias como colonialidade, racismo e epistemicídio como ferramentas analíticas que possibilitam a leitura da colonialidade do conhecimento no ensino e pesquisa das RI.Recebido em: outubro/2019.Aprovado em: março/2020.
A political system forged in the logic of whiteness and Brazilian racism imposes classifications of superiority and inferiority in social hierarchies. As such, black subjects, defined from racist scientific discourses, are irrational and unintelligent, while white subjects reap the privileges acquired through the improper exploitation of enslaved labor. To think about the discipline of International Relations in Brazil is to understand that this context of exploitation, appropriation and extermination of the black population in the country permeates debates about the international in this field of knowledge, even if silenced through the mechanisms of exclusion of knowledge production in science. Modern. Under this umbrella, this article seeks to understand how the category race and racial context in Brazil cross the construction of the IR field in the country. In order to expand the historiographical debates about the institutionalization of postgraduate courses in IR in Brazil, a decolonial approach in afrodiasporic perspective is used. To this end, a bibliographic survey on IR in the country is undertaken, tangential categories such as coloniality, racism and epistemicide as analytical tools that enable the reading of the coloniality of knowledge in the teaching and research of IR.
 
Publisher UFGD
 
Contributor

 
Date 2019-06-30
 
Type info:eu-repo/semantics/article
info:eu-repo/semantics/publishedVersion

 
Format application/pdf
 
Identifier http://ojs.ufgd.edu.br/index.php/moncoes/article/view/11540
10.30612/rmufgd.v8i15.11540
 
Source Monções: Revista de Relações Internacionais da UFGD; v. 8, n. 15 (2019): Dossiê Teoria das Relações Internacionais no Brasil; 366-396
2316-8323
 
Language por
 
Relation http://ojs.ufgd.edu.br/index.php/moncoes/article/view/11540/5649
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