A FÉ COMO “SALTO QUALITATIVO” E AS TRÊS POSSIBILIDADES EXISTENCIAIS FUNDAMENTAIS EM KIERKEGAARD: O ESFORÇO DE CONQUISTA DE SI MESMO, A HARMONIZAÇÃO COM A GENERALIDADE DO BEM E DO MAL E A ESPIRITUALIDADE INDIVIDUAL E A AUTENTICIDADE EXISTENCIAL

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Title A FÉ COMO “SALTO QUALITATIVO” E AS TRÊS POSSIBILIDADES EXISTENCIAIS FUNDAMENTAIS EM KIERKEGAARD: O ESFORÇO DE CONQUISTA DE SI MESMO, A HARMONIZAÇÃO COM A GENERALIDADE DO BEM E DO MAL E A ESPIRITUALIDADE INDIVIDUAL E A AUTENTICIDADE EXISTENCIAL
 
Creator Mariano da Rosa, Luiz Carlos
 
Subject Ciências Humanas; Filosofia; Metafísica; Filosofia da Religião.
Kierkegaard; fé; relação absoluta com o Absoluto; suspensão teleológica do ético; espiritualidade individual.
 
Description Caracterizando a existência como um processo de escolha e decisão que converge para a constituição do sujeito como tal, Kierkegaard atribui à existência a condição de um projeto em uma construção que encerra três possibilidades existenciais fundamentais, a saber, o estético, o ético e o religioso. Dessa forma, o artigo assinala que, constituindo-se uma dimensão em cujo estádio a procura do sentido ou a busca do absoluto circunscreve-se à imanência, o modo existencial estético caracteriza-se como a fruição da subjetividade consigo própria através do instante do prazer sensual em um movimento que implica a sedução como esforço de conquista de si que, contudo, escapa ao seu poder em uma relação que converge para o desespero, haja vista que a renovação de forma indefinida da condição originária do amor esgota-se na generalização. E se o estágio ético encerra a integração na comunidade social através da institucionalização da repetição como um modo de vida baseado na objetividade e na racionalidade, a conformação do sujeito ao modus vivendi e ao modus essendi do geral implica a harmonização da sua subjetividade com a generalidade do bem e do mal por meio de um processo que torna-se incapaz de resolver a questão da sua desordem existencial. Assim sendo, o artigo mostra que, se a virtude moral que o ético impõe converge para a impossibilidade de superação do desespero que caracteriza a busca do absoluto na imanência, a atitude religiosa, abdicando da realidade em sua totalidade finita em função da relação absoluta com o Absoluto, demanda a suspensão teleológica do ético e tende a instaurar a autenticidade existencial através de um movimento que mantém correspondência com a fé como o “salto” que implica a consciência de si em sua singularidade e a espiritualidade individual.
 
Publisher Universidade Federal do Rio de Janeiro
 
Contributor
 
Date 2020-02-19
 
Type info:eu-repo/semantics/article
info:eu-repo/semantics/publishedVersion

 
Format application/pdf
 
Identifier https://revistas.ufrj.br/index.php/Itaca/article/view/25495
 
Source Ítaca; n. 34 (2019); 90 - 123
Ítaca; n. 34 (2019); 90 - 123
1679-6799
1519-9002
 
Language por
 
Relation https://revistas.ufrj.br/index.php/Itaca/article/view/25495/17334
/*ref*/ALMEIDA, Jorge M.; VALLS, Álvaro L. M. Kierkegaard. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2007. BAAS, Bernard. Don Giovanni e as vozes do desejo. Revista Estudos Lacanianos, Belo Horizonte: UFMG, v. 3, n. 4, s/n, 2010. BENJAMIN, Walter. Rua de mão-única: obras escolhidas. Volume II. Tradução de Rubens Rodrigues Torres Filho e José Carlos Martins Barbosa. São Paulo: Brasiliense, 1995. BÍBLIA DE ESTUDO DE GENEBRA. Gênesis. Tradução de João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada. São Paulo / Barueri: Cultura Cristã / Sociedade Bíblica do Brasil, 1999. BRETAS, Aléxia. Don Juan, flâneur do amor. O que nos faz pensar, Rio de Janeiro: PUC-Rio, v. 24, n. 36, p. 383-404, mar. 2015. BUSWELL, JR., J. Oliver. Teología Sistemática. Tomo I: Dios y Su revelación. 2. ed. Miami/Flórida - EUA: Logoi, Inc., 2005. CALVINO, João. As Institutas da Religião Cristã. Volume 2. Tradução de Waldyr Carvalho Luz. São Paulo: Cultura Cristã, 2006. FARAGO, France. Compreender Kierkegaard. Tradução de Ephraim F. Alves. Petrópolis: Vozes, 2006. GILLES, Thomas Ranson. História do existencialismo e da fenomenologia. São Paulo: EPU – Editora da Universidade de São Paulo, 1975. GOUVÊA, Ricardo Quadros. A palavra e o silêncio. São Paulo: Fonte Editorial, 2009. GRAMMONT, Guiomar de. Don Juan, Fausto e o Judeu Errante em Kierkegaard. Petrópolis: Catedral das Letras, 2003. GRØN, Arne. El concepto de la angustia en la obra de Kierkegaard. In: El concepto de la angustia, 150 años después. Thémata: Revista de Filosofia, n. 15, p. 15-30, Sevilla: Universidad de Servilla, 1995. KIERKEGAARD, Sören. Conceito de angústia. Tradução de João Lopes Alves. Lisboa: Presença, 1972. KIERKEGAARD, Søren Aabye. Diario. Tradução de Cornélio Fabro. 8. ed. Milão: Rizzoli, 2000. (Bur classici). KIERKEGAARD, Søren Aabye. Diário de um sedutor. Tradução de Carlos Grifo. São Paulo: Abril Cultural, 1979a. KIERKEGAARD, Søren Aabye. Estética y ética. Tradução de Armand Marot. Buenos Aires: Editorial Nova, 1955. KIERKEGAARD, Søren Aabye. O Desespero humano. Adolfo Casais Monteiro. São Paulo: Abril Cultural, 1979b. KIERKEGAARD, Søren Aabye. Pós-Escrito às Migalhas Filosóficas. Tradução de Álvaro Luiz Montenegro Valls e Marília Murta de Almeida. Vol. I. Petrópolis / RJ: Vozes, 2013. KIERKEGAARD, Søren Aabye. Tremor e Temor. Maria José Marinho. São Paulo: Abril Cultural, 1979c. LE BLANC, Charles. Kierkegaard. Tradução de Marina Appenzeller. São Paulo: Estação Liberdade, 2003. MARIANO DA ROSA, Luiz Carlos. Abraão como protótipo de uma nova existência em Mircea Eliade e a fé como movimento envolvendo o finito e o infinito em Kierkegaard. Diversidade Religiosa. João Pessoa: UFPB, v. 8, p. 140-166, 2018a. MARIANO DA ROSA, Luiz Carlos. Kierkegaard e a transformação do sujeito em si mesmo entre a vertigem da liberdade e o paradoxo absoluto da fé. Correlatio. São Paulo: UMESP, v. 17, p. 5-31, 2018b. MORA, José Ferrater. Dicionário de filosofia. Tomo IV (Q-Z). Tradução de Maria Stela Gonçalves et al. 2. ed. São Paulo: Loyola, 2004. PACHECO, Marcio de Lima. Kierkegaard: a suspensão ética e a imparidade do indivíduo, Clareira, Revista de Filosofia da Região Amazônica. Porto Velho: Fundação Universidade Federal de Rondônia, v. 1, n. 1, jan./jul. 2014. PAULA, Márcio Gimenes de. Socratismo e Cristianismo em Kierkegaard: o escândalo e a loucura. São Paulo: Annablume, 2001. POLITIS, Hélène. Le vocabulaire de Kierkegaard. Paris: Ellipses Édition Marketing S.A., 2002. PROTÁSIO, Myrian Moreira. O si mesmo e as personificações da existência finita: comunicação indireta rumo a uma ciência existencial. Rio de Janeiro: IFEN, 2015. REICHMANN, Ernani. Textos selecionados por Ernani Reichmann. Curitiba: UFPR, 1978. ROUANET, Sérgio Paulo. Adorno e Kierkegaard. Estudos Avançados. São Paulo: USP, v. 27, n. 79, p. 147-156, 1 jan. 2013. SILVA, Luís de Oliveira e. Estética e Ética em Kierkegaard e Pessoa. Revista da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas. Lisboa: Universidade Nova de Lisboa, 1988, p. 261-272. TILLICH, Paul. Teologia Sistematica (II). La existencia y Cristo. Tradujo: Damián Sánchez-Bustamante Páez. 3. ed. Salamanca: Ediciones Sígueme, 1982. VALLS, Álvaro Luiz de Montenegro. Kierkegaard, cá entre nós. São Paulo: LiberArs, 2012. WAHL, Jean. Kierkegaard: l’Un devant l’Outre. Paris: Hachette, 1998.
 
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