intersubjetividad: un mirar sobre la comunidad de investigación filosófica

childhood & philosophy

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Title intersubjetividad: un mirar sobre la comunidad de investigación filosófica
intersubjectivity: a look at the community of philosophical inquiry
intersubjetividade: um olhar sobre a comunidade de investigação filosófica
 
Creator vieira, paula alexandra
 
Subject filosofia; filosofia para crianças
intersubjetividade; racionalidade comunicativa; comunidade de investigação filosófica

intersubjectivity; communicative rationality; community of philosophical inquiry

intersubjetividad; racionalidad comunicativa; comunidad de investigación filosófica
 
Description O paradigma da intersubjetividade preconizado por Jürgen Habermas fundou uma forma de chegar a consensos racionalmente fundamentados. A sua obra aponta para a ideia de que o que mantém as pessoas numa atitude de ação comunicativa são as forças da fundamentação racional e da motivação racional. Ao analisarmos a dimensão intersubjetiva da prática da comunidade de investigação filosófica, demo-nos conta de que é possível verificar a passagem de uma autonomia da razão centrada no sujeito (um pensar por si mesmo), para a prática de uma racionalidade comunicativa (centrada num pensamento em comunidade). Os pressupostos inevitáveis da comunicação fundam e mantêm as comunidades e permitem o clima de confiança e de cuidado que possibilita que os membros da comunidade pensem livremente e se deixem guiar pela força do we, do nós, do nos-otros. Não é somente em contexto de comunidades de investigação filosófica que se verificam as potencialidades do paradigma da intersubjetividade de Habermas. Também na discussão entre especialistas podemos encontrar essas potencialidades. Foi, em certa medida, este o rasto que conseguimos traçar ao investigarmos as diferentes abordagens de Ann Sharp, David Kennedy e Giuseppe Ferraro sobre a noção de comunidade de investigação filosófica. O diálogo estabelecido entre estes filósofos e o conceito de comunidade de investigação filosófica, os seus argumentos e as formas de concretização do diálogo filosófico em comunidade, dão conta da fecundidade da racionalidade comunicativa. Sabemos que o conceito de comunidade de investigação filosófica, tal como é pensado e vivido por Ann Sharp, é distinto do conceito de comunidade de investigação filosófica de David Kennedy. Percebemos que o círculo do pensar de Giuseppe Ferraro é uma outra abordagem ao pensamento filosófico em comunidade. No entanto, na nossa investigação estas abordagens entraram em diálogo e, em boa medida, devido ao que é permitido pelo próprio movimento de uma racionalidade comunicativa. Estas possibilidades de diálogo dão-se no pressuposto de uma relação intersubjetiva também entre conceitos, experiências e pensamento sobre os conceitos e as experiências. O caminho percorrido entre a comunidade de investigação filosófica entendida como espaço de intersubjetividade (Sharp, 1987), passando pela abertura da comunidade de investigação filosófica a outras dimensões não discursivas da comunicação (Kennedy, 1994) e avançando para o círculo do pensar que enche o espaço de tempo e o torna num lugar (Ferraro, 2018) revela como a comunidade de investigação filosófica é um conceito e uma experiência abertos e fecundos: um conceito em ação.
The intersubjective paradigm advocated by Habermas laid the foundation for a new way of reaching rationally predicated consensus. His work indicates that what keeps people in an attitude of communicative action is rational basis and motivation. Upon analysing the intersubjective dimension of the practice of the community of philosophical inquiry, we realized that it possible to observe the transition from a subject-centred autonomy of treason (thinking for oneself), to the practice of a communicative rationality (focused on thinking in community). The inevitable assumptions of communication ground and sustain communities and allow for an environment of trust and care that enables community members to think freely and let themselves be driven by the power of “we”, “nos-otros”. It is not only in the context of communities of philosophical inquiry that the potential of Habermas’ intersubjective paradigm can be observed, but also in the discussion among specialists. To an extent, this is what we found when we studied the various approaches of Ann Sharp, David Kennedy, and Giuseppe Ferraro to the concept of the community of philosophical inquiry. The dialogue between these philosophers and the concept of the community of philosophical inquiry, their arguments, and the ways of achieving philosophical dialogue in community offer rich evidence of the productiveness of communicative rationality. We are aware that Ann Sharp’s concept of community of philosophical inquiry is different from David Kennedy’s, and that both are distinct from Giuseppe Ferraro’s circle of thinking. Nevertheless, we place these different approaches into dialogue, due largely to what is permitted by the movement of communicative rationality itself. These possibilities for dialogue are also grounded in the assumption of an intersubjective relationship between concepts, experiences and thoughts about concepts and experiences. By understanding the community of philosophical inquiry as a space of intersubjectivity (Sharp, 1987), opening the philosophical community to other non-discursive dimensions of communication (Kennedy, 1994), and analysing the circle of thinking that fills space with time and turns it into a place (Ferraro, 2018), we reveal that the community of philosophical inquiry is an open and fruitful concept and experience: a concept in motion.
El paradigma de la intersubjetividad profesado por Jürgen Habermas fundó una forma de llegar a consensos racionalmente fundamentados. Su obra apunta a la idea de que lo que mantiene a las personas en una actitud de acción comunicativa son las fuerzas de la fundamentación racional y de la motivación racional. Al analizar la dimensión intersubjetiva de la práctica de la comunidad de investigación filosófica, nos damos cuenta que es posible verificar el pasaje de una autonomía de la razón centrada en el sujeto (un pensar por sí mismo), a la práctica de una racionalidad comunicativa (centrada en un pensamiento en comunidad). Los presupuestos inevitables de la comunicación fundan y mantienen las comunidades y permiten el clima de confianza y de cuidado que posibilita que los miembros de la comunidad piensen libremente y se dejen guiar por la fuerza del we, del nós, del nos-otros. No es solamente en contexto de comunidades de investigación filosófica que se verifican las potencialidades del paradigma de la intersubjetividad de Habermas. También en la discusión entre especialistas podemos encontrar esas potencialidades. Fue, en cierta medida, este rastro el que conseguimos trazar al investigar los diferentes abordajes de Ann Sharp, David Kennedy y Giuseppe Ferraro sobre la noción de comunidad de investigación filosófica. El diálogo establecido entre estos filósofos y el concepto de comunidad de investigación filosófica, sus argumentos y las formas de concreción del diálogo filosófico en comunidad, dan cuenta de la fecundidad de la racionalidad comunicativa. Sabemos que el concepto de comunidad de investigación filosófica, tal como es pensado y vivido por Ann Sharp, es distinto del concepto de comunidad de investigación filosófica de David Kennedy. Entendemos que el círculo del pensar de Giuseppe Ferraro es un otro abordaje al pensamiento filosófico en comunidad. Sin embargo, en nuestra investigación estos abordajes entraron en diálogo y, en buena medida, debido a lo que es permitido por el propio movimiento de una racionalidad comunicativa. Estas posibilidades de diálogo se dan en el presupuesto de una relación intersubjetiva también entre conceptos, experiencias y pensamiento sobre los conceptos y las experiencias. El camino recorrido entre la comunidad de investigación filosófica entendida como espacio de intersubjetividad (Sharp, 1987), pasando por la apertura de la comunidad de investigación filosófica a otras dimensiones no discursivas de la comunicación (Kennedy, 1994) y avanzando hacia el círculo del pensar que llena el espacio de tiempo y lo convierte en un lugar (Ferraro, 2018) revela cómo la comunidad de investigación filosófica es un concepto y una experiencia abiertos y fecundos: un concepto en acción.
 
Publisher Universidade do Estado do Rio de Janeiro
 
Contributor Secretaria Regional do Mar, Ciência e Tecnologia Direção Regional da Ciência e Tecnologia (DRCT) - Divisão de Desenvolvimento Científico e Tecnológico


 
Date 2019-06-11
 
Type info:eu-repo/semantics/article
info:eu-repo/semantics/publishedVersion



 
Format application/pdf
 
Identifier https://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/childhood/article/view/42218
10.12957/childphilo.2019.42218
 
Source childhood & philosophy; v. 15 | 2019; 01-21
childhood & philosophy; v. 15 | 2019; 01-21
childhood & philosophy; v. 15 | 2019; 01-21
1984-5987
 
Language por
 
Relation https://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/childhood/article/view/42218/29807
 
Rights Copyright (c) 2019 childhood & philosophy
 

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