a infância no cinema de abbas kiarostami

childhood & philosophy

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Title a infância no cinema de abbas kiarostami
la infancia en el cinema de abbas kiarostami
childhood in abbas kiarostami’s cinema
 
Creator rabbani, darian soheil rahnamaye
aquino, julio groppa
 
Subject
infancia; cinema; abbas kiarostami; revolución iraní

childhood; cinema, abbas kiarostami; iranian revolution
educação; cinema; infância
infância; cinema; abbas kiarostami; revolução iraniana
 
Description Este artículo se dedica a describir y analizar el acercamiento a la infancia en algunas obras cinematográficas de Abbas Kiarostami. Para eso, la argumentación se volvió inicialmente a la contextualización de la Revolución Iraní de 1979, responsable del fin del régimen monárquico del Sha Reza Pahlavi, que tenía la laicidad y la modernidad como motes, y del inicio de la República Islámica de Irán, centrada en la figura del ayatolá Jomeini y apoyada en la tradición islámica. En ese escenario, se destaca el papel del Instituto para el Desarrollo Cultural del Niño y del Adolescente, referido como Kanun. Fundado con el propósito de crear obras de cuño educativo durante el régimen del Sha, el Kanun fue de fundamental importancia para la producción artístico-cultural del país, tanto antes como después de la Revolución. Especialmente, su departamento de cine, en el que varios cineastas iniciaron sus carreras (entre ellos, Kiarostami, el primer director del departamento), es considerado la cuna del movimiento reconocido como el Nuevo Cine Iraní. Así, este trabajo se centra en las narrativas acerca de la infancia presentes en tales películas, considerando el ambiente postrevolucionario y, presumiblemente, la tarea de construir un nuevo sujeto histórico desde otro marco para la infancia. Más específicamente, el trabajo ofrece un análisis articulado de seis obras cinematográficas de Kiarostami producidas en el período de 1970 a 1989. En todas ellas es posible testificar una interrogación sobre la posición de los niños en ese contexto societario. Tras una discusión sobre el uso de películas como fuente investigativa, se presentan tres movimientos argumentativos identificados en tales obras, titulados respectivamente: el niño al margen de la sociedad; el niño en el centro de la sociedad; y el niño de la revolución. Al final de las discusiones, se propone que el cine de Kiarostami consiste en un punto de inflexión de las modalidades de veridicción- subjetivación allí corrientes. Se trataba, así, de un tipo peculiar de ejercicio ético-político, por medio de una experimentación narrativa que se valía del universo infantil como ocasión de prospección de los ideales del proceso revolucionario.
This article analyzes the theme of childhood in the films of Abbas Kiarostami in the context of the 1979 Iranian Revolution, which toppled the secular, modernizing regime of Shah Reza Pahlavi and ended in the establishment of Islamic Republic of Iran under the leadership of Ayatollah Khomeini. It pays special attention to the Institute for the Cultural Development of Children and Adolescents, or Kanun. Founded during the Shah’s regime with the objective of creating educational materials, Kanun played an important role in Iran’s artistic-cultural production, both before and after the Revolution. Its cinema department, where several filmmakers started their careers (among them, Kiarostami, the first director of the department), became known as the birthplace of New Iranian Cinema. This article examines how six of Kiarostami’s films, produced between 1970 and 1989, discuss the position of children in Iranian society. In particular, it considers the changes wrought by the Revolution and the founding of a new historical subject based on a different framework for childhood. After a discussion of the use of films as a source for research, three framings of childhood in Kiarostami are presented: the child on the margins of society, the child at the center of society, and the child of the Revolution. The article closes by arguing that through narrative experimentation that uses childhood as a vehicle to explore the ideals of the revolutionary process, Kiarostami’s cinema serves as an inflection point for the modalities of veridiction and subjectivation and a peculiar type of ethical-political struggle.
O presente artigo devota-se a descrever e analisar o endereçamento à infância em algumas obras cinematográficas de Abbas Kiarostami. Para tanto, a argumentação volta-se inicialmente à contextualização da Revolução Iraniana de 1979, responsável pelo fim do regime monárquico do Xá Reza Pahlavi, que tinha a laicidade e a modernidade como motes, e pelo o início da República Islâmica do Irã, centrada na figura do Aiatolá Khomeini e apoiada na tradição islâmica. Nesse cenário, destaca-se o papel do Instituto para o Desenvolvimento Cultural da Criança e do Adolescente, referido como Kanun. Fundado com o propósito de criar obras de cunho educativo durante o regime do Xá, o Kanun foi de fundamental importância para a produção artístico-cultural do país, tanto antes quanto depois da Revolução. Especialmente, seu departamento de cinema, no qual vários cineastas iniciaram suas carreiras (entre eles, Kiarostami, o primeiro diretor do departamento), é considerado o berço do movimento reconhecido como o Novo Cinema Iraniano. Assim, o presente trabalho debruça-se sobre as narrativas acerca da infância presentes em tais filmes, considerando a ambiência pós-revolucionária e, presumidamente, a tarefa de construção de um novo sujeito histórico a partir de um marco outro para a infância. Mais especificamente, o trabalho oferece uma análise articulada de seis obras cinematográficas de Kiarostami produzidas no período de 1970 a 1989. Em todas elas é possível testemunhar uma interrogação sobre a posição das crianças naquele contexto societário. Após uma discussão sobre o uso de filmes como fonte investigativa, apresentam-se três movimentos argumentativos identificados em tais obras, intitulados respectivamente: a criança à margem da sociedade; a criança no centro da sociedade; e a criança da revolução. Ao final das discussões, propõe-se que o cinema de Kiarostami consistiu em um ponto de inflexão das modalidades de veridicção-subjetivação ali correntes. Tratava-se, assim, em um tipo peculiar de exercício ético-político, por meio de uma experimentação narrativa que se valia do universo infantil como ocasião de prospecção dos ideais do processo revolucionário
 
Publisher Universidade do Estado do Rio de Janeiro
 
Contributor CAPES


 
Date 2019-01-30
 
Type info:eu-repo/semantics/article
info:eu-repo/semantics/publishedVersion



 
Format application/pdf
 
Identifier https://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/childhood/article/view/36890
10.12957/childphilo.2019.36890
 
Source childhood & philosophy; v. 15 | 2019; 01-28
childhood & philosophy; v. 15 | 2019; 01-28
childhood & philosophy; v. 15 | 2019; 01-28
1984-5987
 
Language por
 
Relation https://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/childhood/article/view/36890/27801
https://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/childhood/article/downloadSuppFile/36890/16987
 
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